Vai Abrir Empresa em Sociedade? Aprenda como Escolher o Sócio Ideal

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Vai Abrir Empresa em Sociedade? Aprenda como Escolher o Sócio Ideal
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Não há dúvida de que seguir sozinho é mais complicado do que se você tivesse um parceiro. No entanto, apenas pensando em como escolher um parceiro muitas pessoas já têm arrepios. Esta é uma das partes mais delicadas de um negócio em estágio inicial e uma escolha errada pode colocar tudo em risco.

Escolher um sócio parceiro é como começar um relacionamento. Você precisa encontrar valores comuns com a pessoa, saber quais são suas perspectivas futuras e, especialmente, se ambas estão dispostas a trabalhar na mesma proporção para alcançar o sucesso que ambas desejam.

Neste artigo, trazemos algumas dicas para levar em consideração ao escolher um sócio para a sua empresa:

Escolha alguém com valores semelhantes aos seus

Não se trata de encontrar alguém como você, pois isso é impossível. O que estamos falando é a importância de que a pessoa escolhida tenha valores morais e éticos semelhantes aos seus. Se você condenar certas atitudes, por exemplo, você não se sentirá confortável em ter um parceiro cometendo tais atos dentro da empresa.

Obviamente, não é fácil ver isso imediatamente. Muitas vezes, é apenas nos momentos de tomar decisões difíceis que o verdadeiro caráter das pessoas é revelado. Portanto, o melhor conselho, se você não conhece muito bem a pessoa, é falar muito (o bastante) para que ambos possam se conhecer melhor.

Procure recursos técnicos complementares

Você precisará de alguém que tenha boas habilidades técnicas e, se elas forem complementares à sua, melhor. É muito comum pessoas da mesma área se unirem para montar um negócio: dois cozinheiros, dois jornalistas e assim por diante. No entanto, gerenciar uma empresa envolve muito mais do que fazer um bom trabalho técnico.

Você terá que vender os produtos, anunciá-los e gerenciar a contabilidade. Então, se o seu sócio tiver habilidades complementares às suas, melhor, pois isso vai economizar na contratação de profissionais no início da empresa. Cada um deve ter suas responsabilidades claramente definidas.

Comprometimento em primeiro lugar

Quando você assume uma empresa em sociedade com alguém, é como se o seu sócio fosse seu cliente e vice-versa. Isto é, o que você concordou no começo deve ser cumprido. Um dos aspectos que mais pesa na decisão de romper com uma sociedade é a falta de compromisso, isto é, quando um trabalha mais do que o outro.

Obviamente, há pessoas que se dedicam mais do que outras e isso nunca será uma medida igual. No entanto, ambas as partes devem sempre fazer o mínimo que foi estabelecido. Quando até o mínimo não é cumprido, há um sinal de que existe um problema.

Menos é mais

Tenha cuidado ao determinar quantos membros uma empresa terá. Dois ou três é o número ideal e, caso haja mais pessoas, saiba que a empresa provavelmente levará mais tempo para crescer, pois haverá desentendimentos e mais burocracia. Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral em 2012 apontou que uma das três principais causas do fechamento de uma empresa é o número de membros.

Em todos os momentos, as empresas passam por transformações e, quando você tem muitos parceiros, aumenta as chances de que um deles “perca” seu papel dentro da empresa, sem saber como se adaptar e, assim, se tornar um elemento de abandono. Talvez seja melhor ter alguns colegas como funcionários do que como sócios, reflita o suficiente sobre isso.

Estabeleça regras de saída da sociedade

Todos os relacionamentos estão sujeitos a circunstâncias imprevistas e uma sociedade de negócios não é diferente. As pessoas mudam de ideia no meio do caminho, adotam outros objetivos e podem querer desfazer a sociedade. Não há problema algum, mas é importante que, desde o início, sejam estabelecidas regras claras.

Então, determine como essa transição será feita, não apenas financeiramente, mas também no que diz respeito a móveis e capital investido. Estabelecer prioridades de compra entre si, prazos de pagamento e até mesmo a possibilidade de continuar o trabalho durante um período de transição para que os impactos do negócio sejam os menores possíveis.

Ref.: Sage